Revista Animália - O meu cão pode ir à praia durante o Verão?

"A chegada do Verão desperta em nós uma imensa vontade de passear e nada mais agradável do que um passeio pela praia na companhia do nosso melhor amigo. Parece um dos simples prazeres da vida mas nesta época não é assim tão fácil de satisfazer. Quando é que podemos levar o nosso cão à praia durante a época balnear? A que praias posso levar o meu cão a passear durante este período? Estas são algumas das dúvidas postas pelos nossos leitores e aqui ficam as respostas.

Quando se faz uma pergunta simples pretende-se uma resposta directa: quando e onde posso levar o meu cão a passear na praia durante a época balnear? Neste caso a pergunta é simples mas a resposta não é tão imediata como isso.

Primeiro há que definir as praias em dois grandes grupos: praias concessionadas e não concessionadas. Nas primeiras existe uma entidade responsável pela praia e pelas condições que esta apresenta aos seus utentes durante toda a época balnear. Neste caso o concessionário tem de corresponder a determinada legislação (obrigatoriedade de existência de balneários, vigilância, restauração, etc) e é fiscalizado pela Polícia Marítima, autoridade encarregue de todas as praias deste tipo. Nas praias não concessionadas, tal como o próprio nome indica, não existe uma atribuição de concessão durante a época balnear (praias selvagens) e a responsabilidade é da câmara municipal correspondente sendo o órgão de fiscalização a Polícia Municipal.

Imagem
©Pavz

Caso a praia seja concessionada mas fluvial ou lacustre (lago) os responsáveis são igualmente a câmara municipal e o órgão fiscalizador a Polícia Municipal.

Feita esta distinção e passando ao que interessa, os nossos animais:

- Não podem, sob circunstância alguma frequentar as praias concessionadas durante a época balnear, sejam elas marítimas, fluviais ou lacustres, com excepção dos abrangidos pelo Decreto-Lei nº 74/2007 do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, (DR nº 61, 1ª série) que consagra o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de Cães de Assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público.

- Podem frequentar qualquer praia não concessionada, seja ela marítima fluvial ou lacustre, durante todo o ano, desde que não haja sinalização com indicações em contrário providenciada pela respectiva câmara municipal.

Quando às autoridades fiscalizadoras, quem pode passar a multa?

Se se encontrar em transgressão permanecendo com o seu cão numa praia marítima concessionada a responsabilidade da autuação é da Polícia Marítima. Por outro lado, para que o cão seja removido da praia será necessário recorrer à Polícia Municipal acompanhada do Médico Veterinário Municipal. Poderá haver também intervenção das Equipas de Fiscalização do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana) que actua normalmente caso haja uma denúncia da infracção. Além destes serviços existem ainda as autoridades locais que, embora não sejam responsáveis pelas praias especificamente, são-no pela manutenção da ordem pública e poderão também intervir no caso de uma transgressão deste tipo autuando o infractor ou chamando a sua atenção. Resumindo, se estiver numa praia concessionada com o seu cão durante a época balnear qualquer força policial poderá dirigir-se a si e aconselhá-lo a sair ou autuá-lo.

Conforme a zona costeira o valor da multas pode ser diferente. Por exemplo na zona que abrange as praias de Cascais até Peniche pode variar entre os 55 e os 550 euros.

Imagem
©Raul

A que período corresponde a época balnear?

A época balnear tem decorrido de 1 de Junho a 30 de Setembro mas pode haver excepções. A Lei n.º 44/2004, de 19 de Agosto, define o regime jurídico da assistência nos locais destinados a banhistas visando a garantia de segurança destes nas praias marítimas, fluviais e lacustres, reconhecidas como adequadas para a prática de banhos, e determina:

- A época balnear pode ser definida para cada praia de banhos em função das condições climatéricas e das características geofísicas de cada zona ou local, das tendências de frequência dos banhistas e dos interesses sociais ou ambientais próprios da localização;

- A época balnear é fixada por portaria, sob proposta das autarquias, e após análise prévia de harmonização e procedência técnica por parte da administração;

- Na ausência de proposta a época balnear decorre entre 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano.

A época balnear varia então conforme a praia pelo que, se quiser informar-se, deverá contactar a autarquia local.

Imagem
©CraigPJ

Agradecemos a colaboração da Dra. Catarina Gonçalves, Operador Nacional de Campanha / Associação Bandeira Azul da Europa e da delegação do SEPNA de Sintra no desenvolvimento deste artigo."

Artigo retirado integralmente da revista semanal online Animália (ver AQUI)

Data: 2008-08-20

Verão, festas, calor, férias e… abandono

Quem está ligado a associações de protecção animal ou a canis municipais, já á algum tempo que deve ter percebido que o problema do abandono tem vindo a agravar-se progressivamente nos últimos tempos. Já não se abandona só no verão… abandona-se durante todo o ano, muitas das vezes pelas razões mais absurdas ou banais. Ter um cão está na moda…. Percebê-lo e compreende-lo é que nem por isso.

Qualquer pretexto serve para abandonar um animal de estimação quando este se torna num incómodo ou num entrave: está grande demais, já não brinca tanto, está velho, vou mudar para uma casa onde o senhorio não permite animais, não o quero junto ao bebé, ladra muito, larga muito pêlo, sou alérgico, não se sabe comportar, roeu o sofá… enfim… a lista é infinita…
A situação é dramática, o número de animais deixados para trás é imenso e a crise económica só veio agravar ainda mais a situação…


Com tudo isto, o aproximar das férias não deixa no entanto de ser um período crítico no bem-estar animal. A chegada do verão e do calor traz, essencialmente, três grandes problemas para os cães e outros animais de estimação: o calor propriamente dito (e o risco de golpe de calor), o medo dos fogos-de-artifício usados nas festas da época e o risco de serem abandonados por seus donos.

No que respeita ao risco de golpe de calor, o tema foi já anteriormente debatido, pelo que o podem consultar post anterior para obter mais informações.


Quanto a fogos-de-artifício, muitos cães revelam um verdadeiro pânico quando expostos ao barulho provocado pelos mesmos. Muitos chegam mesmo a fugir de casa, ou até mesmo dos seus donos quando vão a passear na rua e ouvem o fogo a rebentar. Não conseguem perceber a origem do barulho e entendem-no como um perigo ou uma ameaça e, como tal, reagem de acordo com esta crença. Se o seu cão tem medo, certifique-se que não tem forma nenhuma de poder fugir de casa durante uma sessão de fogo-de-artifício. Um cão assustado recorrerá a todos os meios que tiver disponíveis para fugir ou defender-se do que considera uma ameaça. Não leve o seu cão a passear quando houver o risco de haver sessões de fogo-de-artifício. Mesmo um cão que normalmente não reaja aos foguetes pode entrar em pânico se estiver muito próximo da zona de rebentamento, onde o ruído é mais forte. Lembre-se, perder um animal não acontece só aos outros. Existem também terapias de comportamento que pode adoptar para que o seu cão aprenda a encara o ruído dos foguetes com naturalidade, mas isso será tema de um futuro post.


Finalmente, relativamente ao risco de abandono, o aproximar das férias acrescenta ainda, a todas as desculpas anteriormente faladas, a desculpa do “quero ir de féria e não tenho onde o deixar”…. Parece-me a mim que é uma falsa questão, pois existem muitas soluções diferentes que podem ser adoptadas.

Existem locais que aceitam a presença de animais pelo que o dono pode optar por leva-los ou não com ele. Em Portugal ainda são poucos os locais que assim o fazem, mas no estrangeiro já começam a aparecer alguns.


Se não o puder levar consigo, pode ainda optar por deixar o seu animal ao cuidado de uma pessoa de confiança ou ainda deixa-lo ficar num hotel para animais. São cada vez mais os hotéis para animais de estimação que se preocupam com o bem-estar dos seus hóspedes. Os preços são variados, assim como as condições, mas seja como for, mesmo que não seja um hotel 5 estrelas, é sempre preferível a deixar para trás o seu amigo de quatro patas. Não se iluda. Um canil não é um hotel e os abates e lutas entre os animais são muito reais. Se o deixar ficar na estrada, o risco de morrer ou ficar ferido por atropelamento, sofrer de golpe de calor/desidratação ou morrer por doença é muito elevado.

Para além de ser ilegal, ABANDONAR UM ANIMAL, É CONDENÁ-LO A UMA MORTE LENTA!!! Não abandone o seu animal…. Seja tão fiel com ele, como ele é consigo….

Deixo aqui uma listas de hotéis para animais onde poderá procurar aquele que lhe parecer mais adequado para si - Clique AQUI ou AQUI para visualizar.

Se quiser, pode também deixar as suas sugestões ou opiniões nos seus comentários ao artigo.

Golpe de Calor


Com a chegada do tempo quente as pessoas sentem-se mais predispostas para passear e sair de casa. Muitos donos de cães aproveitam para partilhar alguns desses momentos com os seus animais, pelo que é importante ter em conta alguns cuidados a ter.

Tal como nós, os cães precisam de ingerir muita água quando fazem exercício ou quando está muito calor. É por isso importante ter sempre água fresca disponível. Quando sair de casa como o seu amigo de quatro patas, lembre-se sempre de levar água fresca consigo e de lhe dar a beber várias vezes durante a saída.

Para além de água, os cães precisam também de um local fresco para conseguirem baixar a temperatura corporal. Ao contrário do ser humano, os cães não transpiram pela pele e fazem as trocas de calor pela respiração. Precisam de trocar o ar quente que se encontra "dentro deles" por ar frio. Daí procurarem muitas vezes superfícies frias ou locais sombrios.
Quando o cão não consegue deslocar-se para locais mais frescos, a ventilação pulmonar aumenta e o cão manifesta uma respiração ofegante. Infelizmente, este mecanismo de ventilação é muito menos eficaz que a transpiração.

Durante o Verão, é muito comum vermos pessoas que deixam os cães fechados dentro de carros estacionados ao sol, muitas vezes até com as janelas fechadas. Esta é uma atitude insensata e irresponsável que pode trazer problemas sérios para o animal.

A temperatura dentro de um automóvel sobe rapidamente e pode comprometer seriamente a saúde do seu animal. É importante que o animal esteja sempre num local bem ventilado e uma pequena abertura no vidro do carro não é suficiente para que a temperatura interior do veículo se manter adequada e para que a renovação do ar se dê.


Como reconhecer um Golpe de Calor?

O golpe de calor acontece sobretudo nas estações quentes. Submetido a fortes temperaturas externas, o cão começa a respirar fortemente para transpirar e tentar diminuir a sua temperatura corporal.

Sinais:
  • Respiração ofegante
  • Saliva abundante e espessa
  • Língua e gengivas adquirem um tom muito vermelho
  • Pele quente e seca
  • Aumento da pulsação
  • O cão encontra-se fisicamente muito debilitado pelo que pode ter dificuldade em se manter em pé
  • Podem ocorrer convulsões
  • As dificuldades respiratórias podem originar o colapso e a morte.

Animais de maior risco:

  • Cães obesos e com problemas cardíacos
  • Raças de pêlo duplo, como o Pastor Alemão, porque a pelagem retém mais calor
  • Raças de face curta (braquicéfalos), como o Buldogue Francês, pois têm maior dificuldade em respirar

Tratamento

O golpe de calor é uma urgência médica. É preciso que a temperatura desça o mais rapidamente possível. Para isso deve levar o animal para um lugar tranquilo, fresco e sombrio e envolve-lo em panos molhados, ou, se possível, submergi-lo em água morna/fria (nunca água gelada para evitar choques térmicos!). De seguida deve levar rapidamente o animal a um médico veterinário.
Não se esqueça que não deve utilizar água muito fria nem gelo para arrefecer o animal. Deve oferecer-lhe água fresca, mas não deve permitir que o cão beba demasiado.



Prevenção
  • Nunca deixar o cão no interior de um automóvel ao sol
  • Nunca se esqueça que, caso deixe o carro à sombra, este pode ficar ao sol em poucas horas
  • Deixar sempre as janelas bastante abertas
  • Nunca deixar um cachorro, um animal idoso ou cardíaco num veiculo, mesmo à sombra
  • Ter sempre água fresca disponível

Outros Cuidados a ter com o Calor:

Nunca deixe o seu animal preso ao sol – Um cão exposto ao sol precisa de fazer um esforço muito maior para poder diminuir a temperatura do corpo do que se estivesse deitado numa sombra. É o mesmo que deixar o seu animal dentro de um carro parado ao sol. O Perigo de sofrer um golpe de calor é muito grande.

Cuidado com pisos quentes e as patas do seu animal - As pessoas que gostam de caminhar pelas calçadas e ruas, fazer jogging ou caminhadas, não se devem esquecer que o cão não usa sapatilhas e o calor do chão pode queimar seriamente as suas patas. Tenha também em atenção que, mesmo que esteja a caminhar à sombra, deve ter cuidado com terrenos muito acidentados, principalmente se o seu cão costuma caminhar em pisos lisos, pois é provável que as patas dele sejam mais finas e sensíveis do que aquilo que possa pensar.

Pelos Brancos e Peles claras - Outro cuidado especial a ter em conta diz respeito a animais que com pelagem branca e a pele muito rosada. Tal como nós, os caninos também estão expostos aos efeitos nocivos dos raios solares e os pelos e as peles claras são particularmente sensíveis a este factor. Em caso de dúvidas, converse com o seu veterinário para saber se é preciso usar algum tipo de protecção solar, especialmente em áreas como focinho, orelhas, e patas.


Fontes:
Texto adaptado de artigo da Royal Canin

Adopções por impulso e abandono

As pessoas nunca deixam de me surpreender....

Hoje enquanto passeava a minha cadela fui abordada por um senhor que me perguntou se ela era da raça labrador, ao que eu, obviamente respondi que não. Quem me conhece sabe que a minha cadela é uma rafeirinha com alguns traços de pastor alemão, o que só demonstrou que o senhor, embora muito simpático e interessado, nada percebia de cães. Até aqui tudo bem.
O que me surpreendeu foi o desenrolar da conversa. A sua preocupação em saber a raça da cadela devia-se ao facto de lhe terem arranjado um labrador ainda bebé, que ele aceitou prontamente, sem nunca sequer ter visto um adulto nem imaginar o tamanho que iria ter quando atingi-se a maioridade... E que quando lhe começaram a explicar o tamanho que iria ter, começou a ficar seriamente preocupado porque não queria um cão grande...
Ora e agora pergunto eu: como é que é possível adoptar ou comprar um cão que não se sabe sequer o tamanho que vai ter, quando ainda apor cima isso é um factor importante para a pessoa??!!! O que me leva uma vez mais ao artigo que publiquei anteriormente sobre problemas comportamentais e abandono, onde refiro que a maior parte dos animais que são abandonados, são fruto de adopções por impulso ou problemas comportamentais não resolvidos.

As adopções por impulso são um verdadeiro problema cultural e acontecem com uma frequência demasiado excessiva. Habituados a ter coisas que desejam no momento, muitas pessoas acabam por adquirir uma data de coisas que futuramente não irão dar valor ou usufruir. O mal está quando o que adquirem é um animal. Levam casa um animal simplesmente porque lhes pareceu lindo e adorável (e ter um animal de estimação até é "giro"), mas não reflectiram bem sobre as implicações que acarreta ter a seu cargo um ser vivo que depende de nós para a sua sobrevivência e bem-estar. E quando o animal cresce e perde a "gracinha", quando começa a ficar "grande demais", ou quando a paciência já não dá para o "aturar", começa a ser um "problema e um estorvo que tem de ser resolvido", dê por onde der...

Digo e volto a repetir: adoptar um animal é um acto de responsabilidade. É assumir um compromisso até ao fim de vida desse animal sendo por isso mesmo uma decisão com consequências a longo prazo e que deve ser bem ponderada. Deixar um animal num abrigo, num canil ou na rua não uma solução para a sua precipitação. Mais, quem conhece a realidade da rua e dos canis poderá confirmar e concordar que são lugares onde nenhum ser vivo deveria ir parar... Um animal não é uma pessoa, mas é um ser vivo com personalidade, sentimentos, emoções e dependências. Precisa do dono para se sentir bem física e emocionalmente.


Problemas comportamentais e abandono


Os problemas comportamentais não tratados são, a meu ver, a maior causa de morte de cães de companhia passível de ser evitada. Quem visita ou trabalha em abrigos ou associações de animais pode facilmente comprova-lo. A maior parte dos animais que são abandonados, são fruto de adopções por impulso ou problemas comportamentais não resolvidos. O trágico disto tudo, é que a maior parte destes problemas podem ser resolvidos, sobretudo se a intervenção for imediata.


A maior parte dos detentores de cães desconhece que (quer queira, quer não) a partir do momento em leva um cão para casa, está desde o primeiro instante a ensinar-lhe algo. Como diz Steven Applebaum (especialista em treino de cães com mais de 20 anos de experiência), quem tem cão é treinador... mesmo que não se aperceba disso. A questão começa quando muitos comportamentos que o cão adquire não são ensinados, mas sim permitidos... É assim que começam a surgir problemas de desobediência, indisciplina e, nos casos mais graves, agressividade.

Treinar ou ensinar um animal requer tempo, paciência, coerência e conhecimento. Hoje em dia, existe um leque muito variado de livros sobre o tema. A maior dificuldade está em seleccionar o mais adequado. O mesmo se passa em relação aos treinadores. Muitos se intitulam como tal, mas usam métodos no mínimo duvidosos e completamente desactualizados, que poderão trazer consequências ainda mais nefastas. Escolher não é fácil. Se pretende treinar o seu cão com ajuda profissional, deve procurar informar-se o melhor possível e pedir para ver o treinador a trabalhar antes de começar. Deve preferir um que utilize métodos de reforço positivo e que lhe ensine a si a trabalhar com o seu cão. O seu animal deve sentir-se motivado a treinar e não intimidado. Dono e cão devem forma um binómio baseado no respeito mutuo. Os cães, tal como todos os animais selvagens, nascem já com um conjunto de comportamentos padrão instintivos que lhes permitem sobreviver na natureza. Cabe-nos a nós ensinar e orientar esses comportamentos de modo a cão e dono possam conviver pacificamente e ambos consigam tirar o maior partido possível da companhia um do outro.

Nova legislação sobre animais perigosos e potencialmente perigosos



Entrou em vigor no 1 de Janeiro de 2010 a nova legislação referente aos animais de companhia perigosos ou potencialmente perigosos. O Decreto–Lei nº 315/2009, de 29 de Outubro, resulta, tal como referido pelo legislador, da experiência resultante da aplicação dos anteriores diplomas.

Na verdade, o legislador chegou à conclusão que a punição como contra-ordenação das ofensas corporais causadas por animais de companhia não era suficiente para dissuadir a sua prevenção, o que o levou a considerar tais comportamentos como crime.

Por outro lado, também é convicção do legislador que a “perigosidade canina, mais que aquela que seja eventualmente inerente à sua raça ou cruzamento de raças, se prende com factores muitas vezes relacionadas com o tipo de treino que lhes é ministrado e com a ausência de socialização a que os mesmos são sujeitos”. Por isso, entendeu legislar no sentido de que “aos animais sejam proporcionados os meios de alojamento e maneio adequados, de forma a evitar-se, tanto quanto possível, a ocorrência de situações de perigo não desejáveis”.

Algumas das regras impostas por este diploma legal são a licença e o registo, o seguro de responsabilidade civil, o alojamento apropriado, a esterilização e o treino obrigatório.

O novo Decreto–Lei, no seu artigo 3º diz que animal de companhia é qualquer animal detido ou destinado a ser detido pelo homem, designadamente na sua residência, para seu entretenimento e companhia.

Por seu turno, animal perigoso é aquele que tenha alguma vez mordido, atacado ou ofendido a saúde de uma pessoa, tenha ferido gravemente ou morto outro animal fora da propriedade do seu detentor, tenha sido declarado como tendo comportamento agressivo ou considerado pela autoridade competente um risco para pessoas e outros animais.

São animais potencialmente perigosos, à luz do diploma, aqueles que, devido às características da espécie, comportamento agressivo, tamanho ou potência da mandíbula, possam causar lesão ou morte a pessoas ou outros animais.

Em Portugal, as raças consideradas potencialmente perigosas, bem como os cruzamentos destas, são o Cão de fila brasileiro, o Dogue argentino, o Pit bull terrier, o Rottweiller, o Staffordshire terrier americano, o Staffordshire bull terrier e o Tosa inu (definidas no Anexo da Portaria nº 422/2004, de 24 de Abril).


Os detentores (que o legislador, na alínea f) do artigo 3º refere ser qualquer pessoa singular, maior de 16 anos, que tenha o dever de vigilância de um animal perigoso ou potencialmente perigoso para criação, reprodução, a manutenção, acomodação ou utilização, com ou sem fins comerciais, ou que o tenha à sua guarda, mesmo que a titulo temporário) destes animais são obrigados a obter licença e registo na sua Junta de Freguesia, entre os três e os seis meses de idade do cachorro, devem ter seguro de responsabilidade civil para cobrir eventuais danos causados pelos animais e cumprir uma série de requisitos para o seu alojamento (vedações, espaçamento entre o gradeamento e portões, placas de aviso de presença e perigosidade do animal, etc.).

A esterilização é obrigatória para todos estes animais, mas com excepção dos cães potencialmente perigosos inscritos no livro de origens oficialmente reconhecido (LOP). A partir de 14 de Abril de 2010, será igualmente obrigatório o treino com vista à socialização e obediência do cão, ministrado por treinadores certificados para esse efeito. Existem ainda medidas para cumprir no que se refere à circulação, à criação e reprodução e à comercialização.
Numa próxima oportunidade continuaremos a esmiuçar este novo Decreto–Lei.Entretanto, os detentores de animais perigosos e potencialmente perigosos devem informar-se mediante uma leitura atenta do Decreto – Lei nº 315/2009, de 29 de Outubro, junto das Associações de Animais ou das autoridades competentes, nomeadamente a GNR, a PSP ou a Direcção Geral de Veterinária. Pode obter o texto completo deste decreto aqui.


Abandono de animais


- Se algum motivo insuperável o obrigar a separar-se do seu amigo, procure-lhe um dono que o trate bem.
- Só o coloque num canil albergue em último recurso, mas antes certifique-se de que vai ser bem tratado, e visite-o sempre que possa
- Não o esqueça! Acredite que ele nunca se esquecerá de si.

NUNCA ABANDONE O SEU ANIMAL!

Em Portugal mais de 10.000 animais são abandonados anualmente. Muitos encontram a morte nos canis camarários e outros acabam por morrer à fome ou nas estradas, enquanto vagueiam pelas ruas em busca de alimentos e de abrigo. Quando abandonados, os animais sofrem todo o género de maus tratos ficando igualmente sujeitos a contrair doenças. Para além do sofrimento infligido ao animal, o abandono é, portanto um risco para a saúde pública.
Nestes casos, os mais afortunados, que são poucos, são adoptados por uma ou outra pessoa mais sensível.
As associações zoófilas, que recolhem animais, já há muito que ultrapassaram a capacidade de alojamento para o qual estão preparadas. Isto reflecte-se no mau tratamento dispensado aos animais.

VOCÊ PODE AJUDAR A MUDAR ESTA SITUAÇÃO:

Os animais são seres vivos, sensíveis e sofrentes, não são BRINQUEDOS.
Um animal deve ser desejado pelo dono e bem aceite pelos restantes membros da família. Por isso, a compra ou a adopção de um animal deve ser muito ponderada e estar de acordo com a sensibilidade e disponibilidade do novo dono.
Um animal de companhia precisa, não só de alimentação adequada e água fresca, mas ainda de uma série de outros requisitos que não devem ser ignorados, tais como alojamento adequado e espaço para se movimentar, acompanhamento veterinário, e atenção, entre outros. Assim, oferecer animais às crianças, só para lhes satisfazer os desejos é uma atitude incorrecta. Um animal deve fazer parte da família, ser desejado e estimado até à sua morte natural.
Colocar um animal num canil albergue deve ser o último dos recursos, pois ele nunca serás feliz sem o dono.

Seja tão leal com o seu animal como ele o é para consigo!


Fonte:
LPDA - http://www.lpda.pt/02companhia/abandono.htm

Antes de adoptar um animal


Antes do mais, adoptar um animal é um acto de responsabilidade!

A decisão de adoptar um animal é assumir um compromisso até ao fim de vida desse animal. Trata-se portanto de uma decisão com consequências a longo prazo e que deve ser bem ponderada.Os animais vão necessariamente condicionar a sua vida. Esse é um factor sobre o qual deve ponderar de uma forma madura.

Antes de adoptar, deve ponderar muito bem se está preparado para lhe proporcionar aquilo de que ele necessita. Além de espaço, os cães necessitam de muita atenção, tempo e alguma disponibilidade financeira.
Para além disso, a adopção de um animal implica cuidar (higiene e alimentação), tratar (cuidados médicos) e dar segurança (nunca abandonar) durante toda a sua vida que poderá ser por muitos e muitos anos.

Um animal não é uma pessoa, mas é um ser vivo com personalidade, sentimentos, emoções e dependências. Precisa do dono para se sentir bem física e emocionalmente. É fundamental respeitar todas as suas necessidades.

O porte* de um animal é (entre outras coisas) um factor muito importante para se poder tomar uma boa decisão e fazer a escolha acertada na adopção de um animal de estimação.
Existem também uma série de perguntas às quais deve tentar responder (de forma séria e honesta) antes de optar por adoptar um animal. Por exemplo:

  • Que experiência tenho com o tipo de animal que pretendo adoptar? Será que estou preparado e tenho informação suficiente?
  • Estou preparado para ter e cuidar de um animal durante toda a sua vida (que pode durar muitos anos)?
  • Tenho mais animais? Se sim, estou preparado para o período de adaptação mútua (que poderá ser complicado no início e por vezes demorado)?
  • Tenho capacidade financeira para sustentar as suas necessidades básicas (alimentação, vacinas e desparasitações)?
  • Se adoecer ou se ferir tenho forma de pagar o tratamento dele?
  • Que espaço tenho? Terei espaço suficiente e as condições necessárias para que o animal viva tranquilo e de acordo com as suas necessidades?
  • Que tempo tenho disponível para cuidar do animal? (animais bebés requerem mais tempo e atenção do que um animal adulto)
  • Quando for de férias, onde e com quem deixo o animal em segurança?
  • Estou preparado para facto de o animal poder fazer alguns estragos em casa, para sacrificar um ou outro objecto, e não me aborrecer com isso?
  • Se tenho crianças, estarei preparado para não permitir que a criança inocentemente maltrate o animal (e assim evitar reacções de defesa mais agressivas por parte do mesmo)?

Após ponderar muito bem as reposta a esta pequenas questões básicas poderá tomar uma decisão mais acertada e responsável na escolha do seu novo amigo de 4 patas.

Se concluir que não se encontra preparado, ou não tem todas as condições para fazer uma adopção feliz e responsável, então NÃO A FAÇA! Uma adopção é uma relação onde ambas as partes têm de sair a ganhar.

Um decisão sensata irá contribuir não só para o bem estar do seu animal, mas também para a paz do seu lar.


*Para cães são considerados os seguintes tipos de porte:
  • Porte pequeno: até 10Kg
  • Porte médio: de 10Kg a 25Kg
  • Porte grande: de 25Kg a 45Kg
  • Porte gigante: de 45Kg a 90Kg

Esterilização


A esterilização é a forma mais eficaz e humana de contribuir para minorar o sofrimento dos animais de companhia.

A maior parte do sofrimento dos animais de companhia é, de longe, resultado da sua superpopulação, situação que leva a que todos os dias cães e gatos sejam vítimas de abandono, maus-tratos, morte por atropelamento e abate nos canis e gatis municipais portugueses.

Combater esta triste realidade está nas mãos de todos nós, evitando que os nossos animais de companhia se reproduzam e educando os nossos vizinhos e conhecidos para a importância da esterilização.

A esterilização não só combate o trágico sofrimento associado à superpopulação de cães e gatos, como também aumenta a esperança de vida dos animais e elimina ou reduz os comportamentos incomodativos associados ao cio nas fêmeas e à marcação de território nos machos.


Esterilização e Superpopulação

A superpopulação de animais de companhia, ou seja, a existência de um número muito mais elevado de animais do que de famílias dispostas a acolhê-los, tem como consequência o sofrimento e extermínio anual de muitos milhares de animais em Portugal. Esta situação não se resolve com mais albergues para animais nem com mais campanhas de adopção. O problema tem de ser atacado pela raiz: educando as pessoas para que impeçam que os animais se reproduzam e para que os esterilizem.

Os cães e os gatos foram seleccionados pelo Homem ao longo de milhares de anos para terem as características que hoje têm e tornaram-se dependentes de nós para sobreviverem. Nós, humanos, somos os únicos responsáveis pela superpopulação de animais de companhia e temos o dever de resolver este problema que nós próprios criámos.

A magnitude do problema da superpopulação explica-se em parte pelas elevadíssimas taxas de reprodução dos gatos e dos cães. Segundo a WSPA (Sociedade Mundial Para a Protecção dos Animais), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de 6 anos, poderá dar origem a 6000 descendentes; uma gata, em apenas 2 anos, poderá deixar 2000 descendentes.

A esterilização é a forma mais eficaz de lutar contra o gravíssimo problema da superpopulação de animais de companhia e os inúmeros problemas associados — um círculo vicioso de reprodução irresponsável, negligência, abandono, maus-tratos, morte por atropelamento e abate em canis/gatis municipais.

A forma como o Estado e os Municípios lidam com o problema consiste em abater os animais que ninguém quer, uma solução que, além de desrespeitar em absoluto a dignidade dos animais, é completamente ineficaz. De acordo com um relatório de 1990 da Organização Mundial de Saúde, "a remoção e abate de cães nunca deverá ser considerada a forma mais eficaz de lidar com um problema de excesso de população de cães na comunidade: não tem efeito sobre a causa raiz do problema, que é a sobre-reprodução dos cães". O mesmo relatório conclui que "a longo prazo, o controlo da reprodução é de longe a estratégia mais eficaz de gestão da população canina".


A Triste Realidade Portuguesa

Em Portugal, a população de cães e de gatos cresce descontroladamente dia após dia, e o problema não se resume somente aos animais que já estão nas ruas. Este aumento é determinado não só pela reprodução descontrolada dos animais de rua, mas também pelo acasalamento irresponsável dos animais ao cuidado de alguém. São muitas as ninhadas que são abandonadas no meio de algures e nenhures, sendo que os filhotes que sobreviverem irão gerar mais e mais animais que terão um destino incerto. Muitas são ainda as pessoas que permitem que os seus animais passeiem sozinhos, não tendo nenhum controlo sobre os acasalamentos. E a história repete-se vezes sem conta: gestação indesejada, ninhada abandonada e mais cães e gatos nas ruas.

Infelizmente, por maior que seja o nosso esforço, são muito poucos os animais que nascem com a sorte de conseguirem um bom lar (são muitos mais os animais do que os lares para os acolher). Milhares de animais são sacrificados todos os anos em canis e gatis municipais, simplesmente porque ninguém os quer. A grande maioria dos animais que são mortos não são idosos, não estão feridos, não estão doentes nem são anti-sociais. Muito pelo contrário, são jovens, bonitos, dóceis e brincalhões. Outro lado desta negra realidade são os milhares de animais que morrem todos os anos devido a abandono, negligência, atropelamento, abuso, temperaturas extremas, maus-tratos e/ou fome.

As associações portuguesas de abrigo a animais sentem-se elas próprias impotentes para dar resposta ao problema da superpopulação de animais de companhia, pois encontram-se (na sua esmagadora maioria) sobrelotadas e sem condições para acolher mais um animal que seja.

Não será mais racional e humano evitar-se o nascimento de tantos animais? A esterilização é a forma mais eficaz de combater este problema pela raiz, evitando que nasçam ainda mais animais, apenas para morrerem depois de muita dor e sofrimento. Neste momento existem centenas de milhar de animais em Portugal que esperam ansiosamente a oportunidade de terem uma família. Não faz nenhum sentido deixar nascer ainda mais animais sem que tenhamos antes ajudado aqueles que já estão nas ruas ou nos abrigos e nos canis e gatis municipais a aguardar a possibilidade de terem uma família.


Efeitos da Esterilização no Comportamento

Normalmente, a esterilização tem um efeito bastante positivo no comportamento dos animais, deixando-os mais calmos. A esterilização contribui para diminuir os comportamentos sexualmente dimorfos (os comportamentos típicos que distinguem o macho da fêmea numa determinada espécie, como a marcação com urina, por exemplo), mas não altera normalmente nenhum outro comportamento. A esterilização não produz nenhuma alteração significativa na personalidade do animal e os cães esterilizados têm o mesmo instinto de guarda e protecção que os não esterilizados.

Do ponto de vista de uma família, a esterilização torna normalmente os animais muito mais adequados para ter em casa, uma vez que os comportamentos associados ao cio (nas fêmeas) e à marcação de território com urina (nos machos) desaparecem ou são minorados. Do ponto de vista dos animais, a esterilização é também bastante benéfica, pois deixa-os mais calmos — para os animais não-esterilizados, pode ser um verdadeiro terror psicológico experimentar os fortes estímulos para acasalamento sem consumar uma relação sexual.



Alterações no Comportamento de Machos

* Diminui a agressividade para com outros machos (agressividade relacionada com a presença de fêmeas ou competição por fêmeas).
* Diminui a marcação de território com urina (particularmente problemática no caso dos gatos).
* Diminui o "montar" noutros animais ou em pessoas.

Alterações no Comportamento das Fêmeas

* Deixam de ter cio, o que elimina o típico comportamento de "choro" durante a época de acasalamento.
* Pode contribuir para aumentar a agressividade de algumas cadelas, sobretudo se já forem agressivas.

A esterilização poupa aos animais reacções instintivas e "stress" relacionados com o desejo sexual, tornado-os mais tranquilos. Os animais esterilizados têm menos tendência a fugir, levando por isso uma vida mais segura, longe dos inúmeros perigos da rua. Diminui assim o risco de contraírem doenças venéreas transmitidas pelo acto sexual ou ainda doenças transmitidas por mordidas de outros animais. E diminui assim também o risco bem real de atropelamento, que diariamente leva à morte de centenas de animais.

Referências:

James O’Heare, The Effects of Spaying and Neutering on Canine Behavior. 2003. International Institute for Applied Companion Animal Behavior

Margaret V., Root Kustritz. Determining the optimal age for gonadectomy of dogs and cats. Journal of the American Veterinary Medical Association. 1 de Dezembro de 2007, Vol. 231, N.º 11, Pág. 1665-1675



Efeitos da Esterilização na Saúde

A esterilização aumenta a esperança de vida dos animais, não só por vantagens directas em termos de saúde, mas também por vantagens indirectas consequentes de o animal ficar mais calmo e menos propenso a vaguear, fugir ou lutar com outros animais (por exemplo, diminui o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis, diminui o risco de doenças transmitidas por mordeduras de outros animais e diminui o risco de atropelamento). Para além de outros motivos que são boas justificações para a esterilização (nomeadamente o controlo populacional e as vantagens comportamentais), a saúde também tem normalmente a ganhar com a esterilização, especialmente no caso das fêmeas.


Vantagens Para a Saúde

* Nas fêmeas, a maior vantagem de saúde da esterilização é a redução da probabilidade de desenvolvimento de tumores mamários. O tumor mamário é o tipo de tumor mais comum nas cadelas, com uma taxa de incidência de 3,4%, dos quais aproximadamente 50% são tumores malignos. Nas gatas, o tumor mamário é o terceiro tumor mais comum, com uma taxa de incidência de 2,5%, dos quais mais de 90% são malignos.

As fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio têm uma probabilidade praticamente nula de desenvolverem tumores mamários. As fêmeas esterilizadas depois do primeiro cio têm apenas 0,3% de probabilidade de desenvolverem tumores mamários e as esterilizadas após o segundo cio têm 0,9% de probabilidade de desenvolverem tumores mamários. Mesmo uma esterilização tão tardia como aos 9 anos, ainda reduz a incidência de tumores mamários.
* Nas fêmeas, outra vantagem muito significativa deve-se ao facto de a esterilização evitar a piometra. A piometra é um processo inflamatório do útero que é bastante comum e com maior incidência em fêmeas de idade mais avançada. Embora exista tratamento para a piometra (o tratamento inclui a esterilização), se a doença não for detectada e tratada a tempo, poderá conduzir à morte do animal.
* Nas fêmeas, a esterilização elimina a possibilidade de desenvolvimento de tumores no ovário ou no útero, uma vez que estes órgãos são retirados na ovariohisterectomia. Contudo, estes tipos de tumores são raros e, se forem detectados, a esterilização é normalmente curativa.
* Nos machos, a esterilização elimina a possibilidade de desenvolvimento de tumores nos testículos, que são o segundo tipo de tumor mais comum nos cães. Contudo, a malignidade deste tumores é baixa e a esterilização é normalmente curativa.
* Nos cães e cadelas, a esterilização diminui a incidência de fístulas perianais. As fístulas perianais são lesões crónicas da pele que afectam a zona do ânus.


Desvantagens Para a Saúde

* Nos cães macho esterilizados, a probabilidade de desenvolvimento de tumores na próstata é cerca de 2 a 4 vezes superior à probabilidade nos não-esterilizados. Os tumores prostáticos afectam entre 0,2% a 0,6% dos cães e são quase sempre malignos.
* Nos cães e cadelas esterilizados antes de 1 ano de idade, a probabilidade de desenvolvimento de osteossarcoma é aumentada. Trata-se de um cancro com uma taxa de incidência de 0,2% e que afecta sobretudo cães de maior porte.
* Nos cães e cadelas esterilizados, a probabilidade de desenvolvimento de angiossarcoma é aumentada. Trata-se de um cancro com uma taxa de incidência de 0,2%.
* Nos cães e cadelas esterilizados, a probabilidade de desenvolvimento de tumores no tracto urinário é cerca de 2 a 4 vezes superior à dos não-esterilizados. Este tipo de tumores representa menos de 1% dos tumores malignos que afectam os cães.
* Nos cães, cadelas, gatos e gatas esterilizados, o risco de desenvolvimento de infecções urinárias é aumentado comparativamente com os não-esterilizados.
* Nos cães e cadelas esterilizados, o risco de sofrerem de hipotiroidismo é aumentado, contudo, esta situação é facilmente tratável.
* Nas cadelas esterilizadas, o risco de desenvolvimento de incontinência urinária é significativamente aumentado, sendo superior para cadelas esterilizadas precocemente (antes dos 3-5 meses) e para cadelas de peso elevado (superior a 20 kg). Contudo, na maioria dos casos, a incontinência urinária é facilmente resolúvel com tratamento.
* Nos cães, cadelas, gatos e gatas esterilizados, o risco de obesidade é maior (o que está relacionado com o facto de os animais ficarem mais calmos), mas esta situação é muito facilmente controlável adequando a quantidade de ração às necessidades energéticas do animal.

Embora a esterilização também possa implicar um aumento no risco de certo tipo de doenças, a vantagem resultante da diminuição no risco de outras doenças mais graves e mais comuns supera normalmente esse risco. No caso de cães macho, os estudos sugerem que os prejuízos podem ser superiores aos benefícios de saúde, especialmente se os cães forem esterilizados precocemente, sendo por isso recomendável aguardar que o cão atinja a maturidade (mais de 1 ano de idade) antes de o esterilizar.

Para mais informações sobre a adequabilidade da esterilização ao seu animal, a melhor altura para a esterilização e as vantagens e desvantagens (que podem variar de acordo com a espécie, idade, porte, sexo e raça do animal), consulte o seu médico veterinário.


Referências:

Margaret V., Root Kustritz. Determining the optimal age for gonadectomy of dogs and cats. Journal of the American Veterinary Medical Association. 1 de Dezembro de 2007, Vol. 231, N.º 11, Pág. 1665-1675

Laura J. Sanborn, M.S. Long-Term Health Risks and Benefits Associated with Spay/Neuter in Dogs. 14 de Maio de 2007

Ru G., Terracini B., Glickman L.. Host related risk factors for canine osteosarcoma. Julho de 1998. Vet J. 156(1):31-9.



Fonte:
http://www.esteriliza-me.org/

Desparasitação e Vacinação

Desparasitação:

Existem duas formas de desparasitação: a interna e a externa.

- A desparasitação interna faz-se através de comprimidos ou pastas e combatem os parasitas internos como vermes, ténias e as suas larvas.
Deverá ser feita de 3 em 3 meses sistematicamente.

- A desparasitação externa faz-se através da aplicação no pêlo de pipetas ou pulverização de um spray do produto contra pulgas e carraças.
Deverá ser feita de 2 em 2 meses.

É muito importante desparasitar tanto a nível interno como externo, uma vez que estes parasitas podem passar doenças ao ser humano e provocar a sua morte e a do animal.


Vacinação:

A responsabilidade do dono é muito grande no que diz respeito às vacinas, não só para salvaguarda do animal como das pessoas que convivem e se cruzam com ele.

As doenças contra as quais ele é obrigatoriamente vacinado (esgana, hepatite, leptospirose, parvovirose, tosse de canil e raiva) são altamente contagiosas e afectam gravemente quem as contrai.

As primeiras vacinas deverão ser administradas aos 2 meses, impreterivelmente.

Aos 3 meses, o cachorrinho receberá uma segunda dose das mesmas vacinas e ainda uma contra a raiva.

Os animais deverão ser vacinados todos os anos obrigatoriamente e fazer um check-up do seu estado de saúde.


Fonte:

Associação Um Animal, Um Amigo
http://sites.google.com/site/associacaoumanimalumamigo/desparazizacao
http://sites.google.com/site/associacaoumanimalumamigo/vacinacao

Identificação por chip

A identificação por chip é obrigatória desde 1 de Julho de 2008 para todos os cães.

A microchipagem é um sistema de idenificação electrónica que consiste na implantação, no animal, de uma cápsula que contém no seu interior um microchip, e que pode ser utilizado em animais de companhia.

Ao código do microchip fica associada uma série de informações sobre o animal e o seu dono, que é inserida em 2 bases de dados nacionais. Com este sistema é possível prevenir o abandono do animal e facilitar a localização de um animal perdido/roubado.

É também utilizado para a responsabilização dos proprietários sempre que se verifiquem incidentes com os seus animais.

Fonte:
Associação Um Animal, um Amigo
http://sites.google.com/site/associacaoumanimalumamigo/identificacao

Vantagens em adoptar um animal adulto

Os animais abandonados já foram bebés. Já viveram numa casa que depois, por algum motivo, os dispensou. Muitos são deixados para trás no mato, no caminho para as férias, outros são encontrados à beira das auto-estradas e outros são deixados nos canis/ gatis pelos próprios donos. As histórias repetem-se. E os animais esmorecem aos poucos num canto esperando pelos seus donos. Muitos adoecem com graves depressões e deixam-se morrer, evitando a comida e a água.

Um animal, independentemente da sua idade, tem muito amor para dar. Os animais abandonados, quer gatos quer cães, aprendem a amar quem lhes quiser bem. De facto, já passaram por tanta negligência e maldade que aprendem a amar a nova família adoptante de uma maneira incondicional.
Os animais abandonados têm uma história muito triste por contar. Não deixem que uma dermatite causada pelas andanças na rua, a sua magreza ou a sua triste aparência vos iluda. Quando tinham dono o seu pêlo era lindo, eles corriam felizes e tinham um belo porte. Agora abandonados parece que todo o mundo desistiu deles. Vivem uma vida marginal, sobrevivendo de algumas (raras) pessoas bondosas que se vão sensibilizando. Muitos de vocês têm um animal. Agora imaginem como seria se o vosso menino andasse vagueando pela rua tentando sobreviver... É o que milhares deles fazem. E cada dia que sobrevivem é uma vitória.
Que bom seria voltarem a ter uma casa que lhes desse mimo, que os acolhesse e que os tratasse para que o seu pêlo voltasse a brilhar. Que orgulho seria ter um guerreiro destes em casa…


São várias as vantagens de adoptar animais adultos:

* Talvez a mais importante é o facto de estarem a retirar um animal de um canil/ gatil, evitando o abate de uma vida inocente. Anualmente milhares de animais são abandonados, de todas as idades e de todas as raças.
Muitos animais, exactamente por terem sido abandonados por alguém sem escrúpulos, estão já educados para viverem em casa e têm, por isso, certos hábitos incutidos. Hábitos higiénicos – como por exemplo, o hábito de passear na rua, recusando fazer necessidades em locais fechados; o hábito de não ladrarem às visitas; ou de se comportarem às horas de refeição;

* Já não terão o hábito de roer a mobília (próprio de muitos cachorros durante a mudança de dentição) e alguns – concretamente aqueles que tiverem sido abandonados já adultos – estão ensinados a não fazer as necessidades em casa. Também não fazem as interrupções naturais dos animais bebés durante a noite para serem alimentados;
Os animais abandonados estão de tal forma gratos por uma segunda oportunidade ao serem retirados dos seus abrigos, da rua ou do canil/gatil que exibem comportamentos altamente dóceis e carinhosos para com os seus novos donos;

* Uma das grandes vantagens em adoptar um animal abandonado é a percepção automática do seu carácter apenas através da observação imediata do animal. Muitos cachorros/ gatinhos bebés crescem nas nossas casas e ganham hábitos muito «humanos». Querem tomar as refeições à mesma hora que os seus donos, exigindo atenção; os cães ladram aos vizinhos e visitas porque não foram totalmente ensinados; ou são ciumentos e possessivos com os seus pertences. De facto, quando um cachorro/ gatinho é adquirido não sabemos exactamente que carácter irá desenvolver. Pelo contrário, um animal adulto é tal e qual como se mostra à partida. A personalidade que exibe no momento espelha aquilo que ele é. Assim, se mostra ser carinhoso com crianças, se se deixa tocar enquanto está a comer ou se demonstra estar à vontade com coleira e trela sabemos que é esse o seu comportamento, deixando-nos completamente relaxados;

* Os cães e gatos abandonados são tendencialmente carinhosos. Os cães, por exemplo, tornam-se altamente seguidores das nossas actividades, mostrando-se sempre preparados para nos acompanhar onde quer que seja, sempre com um receio inconsciente de que sejam novamente abandonados. Os gatos procuram igualmente a nossa companhia, mimando-nos incondicionalmente. Eles são os animais domésticos que mais notam as diferenças ambientais. Um novo lar e muitos mimos irão deixá-los completamente derretidos.


Fonte:
Associação Um Animal, um Amigo
http://sites.google.com/site/associacaoumanimalumamigo/vantagens-em-adoptar-um-animal-adulto

Declaração Universal dos Direitos do Animal

PREÂMBULO:
  • Considerando que todo o animal possui direitos,
  • Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza,
  • Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo,
  • Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros,
  • Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante,
  • Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

Proclama-se o seguinte:


Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.


Artigo 2º

1 - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2 - O Homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.

3 - Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do Homem.


Artigo 3º

1 - Nenhum animal será submetido nem a maus-tratos nem a actos cruéis.

2 - Se for necessário matar um animal, ele deve ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não lhe provocar angústia.


Artigo 4º

Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo, ou aquático e temo direito de se reproduzir.

1 - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.


Artigo 5º

Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

1 - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.


Artigo 6º

Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem o direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

1 - O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.


Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.


Artigo 8º

A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, cientifica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

1 - As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.


Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.


Artigo 10º

Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem.

1 - As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.


Artigo 11º

Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.


Artigo 12º

Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

1 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.


Artigo 13º

O animal morto deve ser tratado com respeito.

1 - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.


Artigo 14º

Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

1 - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

Como educar um cachorro

Durante os primeiros 12 meses de vida, a maioria dos cachorros irá exibir diversos problemas comportamentais detectáveis pelos proprietários. Estes problemas habitualmente variam entre fazer as necessidades fisiológica dentro de casa e ladrar, ou morder e até destruir a mobília de casa ou outros utensílios domésticos. A prevenção é uma estratégia melhor do que esperar pela resolução desses comportamentos e, como tal, o treino do cachorro deverá começar no primeiro dia da sua nova casa. A forma como os problemas são abordados no início do processo, terá uma grande influência nos resultados obtidos.


1) Inibição de morder

Tal como acontece com todos os animais, o treino de um cachorro começa, de facto, no dia do seu nascimento. Nesta altura o cachorro recebe através da progenitora algumas lições de vida como é o caso da inibição de morder. Durante o aleitamento, a cadela rosna ou afasta o cachorro da teta se o contacto for demasiado brusco ou doloroso, como forma de ensinar a cria a ser mais cuidadosa. Quando esta é afastada da progenitora será o proprietário que terá de fazer esse papel. Deverá ensiná-lo que o contacto dos dentes com a pele humana provoca dor, manifestando-o através de um grito ou afastando-se do contacto do cachorro, por forma a que o animal perceba que se trata de um comportamento não permitido. Os cães bem socializados mas que não possuem capacidade de inibição de morder, são inevitavelmente aqueles que se transformam em adultos perigosos, uma vez que são muito sociáveis, mas que não têm qualquer controlo sobre a sua força.


2) Socialização

Na maioria dos casos, os cachorros podem acompanhar os seus novos proprietários à maioria dos ambientes minimamente controlados. Por exemplo, pode levar o seu cachorro quando vai ao cabeleireiro ou se for visitar uns amigos mantendo-o no seu colo. É importante não expor um cachorro a riscos ambientais provocados pela interacção com outros cães potencialmente infecciosos. Por exemplo, os cachorros não devem ser levados a parques publicos ou a outras áreas com uma elevada população de cães, onde estão expostos ao risco de contraír uma infecção. A socialização é fundamental para o desenvolvimento da personalidade do cachorro. Os animais, tal como as pessoas, aprendem através da experiência pessoal, associando as suas acções a consequências. Assim, o proprietário deverá esforçar-se por proporcionar, o mais cedo possível, o maior número de oportunidades de aprendizagem com consequências positivas, de forma a reforçar comportamentos e respostas desejadas.


3) Treino positivo

Se um cão aprender um comportamento sem recurso à força física ou sem consequências negativas, então é mais provável que o cão o queira repetir, particularmente se existe uma recompensa ou um reforço positivo associado. É esta a base para os métodos de treino positivo. Para ensinar o cão a deitar-se, este deverá adoptar essa posiçao de livre vontade, ou ser aliciado com um brinquedo ou biscoito. Quando o animal estiver deitado, pode então dizer a palavra “deita” e seguidamente recompensar o animal, introduzindo assim a palavra comando. Assim quando o animal ouvir o comando “deita”, só poderá fazer associações positivas.

Este método poderá ser utilizado no treino de higiene, informando e recompensando o cachorro sempre que ele urina numa área adequada e ignorando o comportamento se o fizer num local errado – por muito difícil que isto possa ser….!


4) Ignorar os comportamentos negativos

Ser um cachorro nem sempre significa fazer as coisas de modo acertado. A dificuldade consiste em encontrar um equilíbrio e descobrir a maneira de informar um cachorro que um determinado comportamento não é aceitável, de forma a que compreenda e, ao mesmo tempo, não prejudique a relação cachorro/proprietário. Por muito simples que pareça em teoria, ignorar um cachorro quando este faz algo de errado é o “melhor” castigo que se lhe pode aplicar. No entanto, isto é precisamente algo que os proprietários nem sempre consideram fácil de pôr em prática. Por exemplo, se o cachorro começar aos saltos, normalmente a reacção imediata será afastá-lo e dizer “não!”. Na percepção do cachorro, isto constitui um reforço de comportamento pois assegura que lhe seja dada atenção. A reacção mais adequada seria ignorá-lo completamente. Fique quieto, não diga NADA e não olhe para ele. Posteriormente, espere que o cachorro tenha os 4 membros apoiados no chão e, nesta altura recompensá-lo com festas ou um biscoito. Esta técnica também pode ser utilizada para evitar a vocalização inadequada ou muitos outros problemas.


Outro erro comum dos proprietários é reforçar inadevertidamente os comportamentos pelo facto de não conseguirem ignorá-los. A forma como os proprietários muitas vezes reagem a um cachorro que evidencia um comportamento de medo é um bom exemplo. A reacção habitual do dono é acalmar e tranquilizar o cachorro, pegando-lhe frequentemente e fazendo festas. A mensagem que passa para o cachorro é que está a ser recompensado por demonstrar este comportamento e que afinal, talvez existisse mesmo uma razão para ter medo. A resposta mais adequado por parte do dono seira ignorar o cachorro até que o medo desaparecesse e o animal manifestasse uma linguagem corporar mais confiante, altura em que lhe seria oferecida uma recompensa. Ignorar o cachorro que manifesta comportamentos indesejáveis pode ser a atitude mais difícil treinar, mas com tempo e uma certa persistência, acabará por proporcionar bons resultados!


5) Truques para melhor examinar o seu cão

Cada novo proprietário deve, por rotina, “examinar” e manusear todas as áreas do corpo do seu animal incluindo os membros, a cauda, as orelhas, os olhas, a boca e as extremidades, e iniciar estes hábitos de inspecção pouco tempo depois de adquirir o cachorro. Se isto for feito segundo um método positivo de recompensa e quando o animal se encontra em forma e saudável, este deverá apreciar as sessões de manuseamento e apresentando aos proprietários as áreas a examinar, tal como e quando tal lhe é requerido. De igual forma, os cuidados de higiene e beleza, o corte de unhas, o banho e a escovagem de dentes, deverão ser abordados da mesma forma.


6) Aceitar o tempo passado sozinho

Quando conseguir mostrar ao cachorro que estar sozinho não é um castigo, essa talvez seja uma das maiores contribuições para o cão ser equilibrado e feliz. Todos têm uma história para contar sobre ansiedade de separação, mas algumas medidas cuidadosas empreendidas precocemente podem ajudar a evitar este problema comportamental comum.

Um cachorro novo é sempre o centro das atenções do agreado familiar mas deve “possuir” um espaço próprio. As jaulas de interior têm vindo a ter uma utilização crescente para providenciar um abrigo seguro onde o animal possa se refugiar. É importante que esse espaço seja encarado como um refúgio e não como um castigo. Nesse espaço próprio, pode ser colocada a alimentação e a água assim como a cama e alguns dos brinquedos favoritos do animal. Para aumentar a sensação de prazer e reforçar positivamente comportamentos desejáveis, poderá utilizar como recompensa, alguns brinquedos ou acessórios próprios para mastigação. Isto permitirá que o cachorro permaneça calmamente deitado roendo um objecto adequado e apreciando o tempo que passa sozinho.


Fonte: C.V.A.M.- Clínica veterinária do Alto Minho
http://vetaltominho.wordpress.com/2008/05/28/como-educar-um-cachorro/